Há dias que não funcionamos bem
Dias que só não são para serem
Dias que só não...
Quando um turbilhão de coisas pequenas se acumulam e formam um entrave robusto que atravanca a fluidez da serotonina. Tristezas e agonias mostram seus lares. Os pensamentos começam a travar. Aquele assunto que muito foi relevado em prol da sanidade mental, agora recebe seu momento de atenção. Assuntos que já condenamos em diversas instâncias mentais seguem recorrendo às nossas inseguranças em busca de reanálise.
Não é a toa que muitos temas são ignorados no limbo do inconsciente, sempre há um motivo. Em parte dos casos, são assuntos que não gozam de resolução possível ou possuem uma resolução deveras custosa emocionalmente. O cérebro tenta fazer essa seleção automaticamente, nos evitando nos pensamentos esses tipos de problemas. Infelizmente tem dias que nada funciona direito, nem esta seleção do inconsciente. Nesses dias só nos resta fazer análises manuais, análises custosas emocionalmente. Revirar sentimentos, interpretar ações alheias, abandonar conceitos... vale de tudo para por fim ao processo agonizante. A limpeza mental parece não ter fim, cada etapa parece exigir mais do que nossa capacidade. Nesses momentos precisamos de ajuda. E isso não é feio! Ninguém bagunça sua cabeça sozinho, quem ajudou a bagunça-la, que ajude a ajeita-la.
A parte boa desse drama todo vem depois... Aquele sentimento de fim de faxina.
A casa está um pouquinho mais arrumada.